A Casa Santa Marta tem raízes na Congregação das Irmãzinhas dos Anciãos Desamparados.

Esta Congregação foi fundada por D. Saturnino López Novoa em colaboração com Santa Teresa de Jesus Jornet e Ibars, no ano de 1873.

Com a Guerra Civil em Espanha muitas congregações religiosas, então particularmente perseguidas, viram-se obrigadas a procurar lugares mais seguros.

Assim sendo, várias irmãs da comunidade de Verín (vila espanhola), procurando maior segurança, vieram para Chaves. Sendo Chaves uma cidade hospitaleira, acolheu as irmãs que se estabeleceram no Bairro da Madalena.

Como forma de agradecimento, começaram de imediato o seu trabalho de amparo. Este trabalho, era seguido de perto, e em silêncio, pelo Padre Manuel Pita, missionário transmontano, durante muitos anos a trabalhar na China e Macau.

Pouco tempo após a sua chegada, as irmãs, foram convidadas pelo Padre Manuel Pita a colaborar com a Santa Casa da Misericórdia de Chaves, que já tinha um asilo para idosos.

As irmãs aceitaram desde logo o convite, colaborando, durante algum tempo, com a Santa Casa da Misericórdia. A curta colaboração deveu-se ao facto de existirem algumas divergências com a Direcção da Santa Casa da Misericórdia, o que levou a que as irmãs criassem o seu próprio asilo situado no Bairro do Telhado.

Este funcionava numa casa e quinta doada pelo Padre Manuel Pita, ficando a ser conhecido, durante muito tempo, como sendo o Asilo dos Velhinhos ou Asilo Padre Manuel Pita.

Esta denominação manteve-se até 1972, tendo sido alterada, neste mesmo ano, para Casa Santa Marta, nome que se mantém até hoje.

A “casa”, que começou pela moradia familiar, que o Padre Pita deu às irmãs, que existia na quinta, foi sofrendo algumas alterações/remodelações, até que nos anos 80, a Congregação construiu um edifício de raiz no mesmo local e que deu lugar ao edifício actual.

Este reúne todas as condições de acolhimento, tendo alas para mulheres, para homens e para casais, com salas de convívio, de estar, sala de reabilitação, capela e todos os outros espaços necessários como refeitório, enfermaria, gabinete médico, cabeleireira, entre outros.

Relativamente à parte exterior do edifício, é rodeado por espaços amplos e ajardinados que possibilita o estar e do passear dos utentes.